Li esta frase numa revista como poucas, daquelas que nos aguçam a vontade de rebeldarmo-nos e travarmos lutas impiedosas com a almofada.
Fala de mar, de amigos, de ciclos vitais, de limites e ilimitalidades.
Num dia enfadonho como o de hoje, sabe bem sentir o paladar rústicos desta escrita, de deambuladores.
Sinto-me feliz. Eis a razão bruta e prematura, pela qual não pincelo palavras há algum tempo. Mas a verdade é que a minha alma necessita de intensos mergulhos no nada, na divagação pura, nos exageros espirituais. Daí se alimenta aquilo que sou, daí extraio a minha essência.
Preciso de vestir, de novo, a capa que me cobria do mundo e me defendia das hostilidades e despia do materialismo.
Preciso de um espaço no tempo para encontrar o outro "eu" que se esconde no meu corpo.
Tenho tantas manhãs para invocar, tantas noites para acalmar!!
Por mim, hoje, deitava-me à sombra de uma árvore, a sentir a brisa tocar tudo ao meu redor e a ler um bom livro.
Parece, porém, que terei de continuar por aqui, por ora, no comum mundo dos demais!!
Junho/03