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E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
em>IN Padrão
VIVA PORTUGAL!!!!!
Hoje estava capaz de rasgar o céu em tiras
Capaz de não deixar que o dia fosse embora.
Sinto raiva e sinto desespero
Um desespero, porém, são
Apenas, uma vontade imensa de não escutar os barulhos
Que o meu mundo , em outros mundos, deixa escapar.
Vou acreditar que se fechar os olhos, vou deixar de sentir assim.
Talvez não resulte, porque estes estados de alma são apenas segundos
Segundos tornados minutos e minutos dobrados em tempo inútil
Resta ao ser dentro do Ser, planar pelas memórias de um dia
Que tardou em dormir, por não ter nada o que escrever.
Acordo. Leve pluma.
Saudade de não estar triste
Saudade de ser regresso
Ter nos meus braços a vida
E pedaços de céu aberto.
Acorda mundo, acorda!
Hoje estou pálida e deserta
Nesta inércia, incerteza
E a tal sóbria leveza
Leveza do Ser, como uma pena
Desvanece e desintegra
Na acidez do poema
Gosto de ti, olha para mim
Gosto de ti, olho para ti
Gosto de ti , nada acontece
E vejo-te tremer quando falas de amor
Adormeço. Leve pluma
A noite cai , a meia luz.