Acordo. Leve pluma.
Saudade de não estar triste
Saudade de ser regresso
Ter nos meus braços a vida
E pedaços de céu aberto.
Acorda mundo, acorda!
Hoje estou pálida e deserta
Nesta inércia, incerteza
E a tal sóbria leveza
Leveza do Ser, como uma pena
Desvanece e desintegra
Na acidez do poema
Gosto de ti, olha para mim
Gosto de ti, olho para ti
Gosto de ti , nada acontece
E vejo-te tremer quando falas de amor
Adormeço. Leve pluma
A noite cai , a meia luz.