É tão difícil cruzar olhares
Quando temos tão pouco de vão
E magoa-nos a brisa marinha
E os raios de sol matinais.
Queremos tanto falar
Mas as palavras são letais.
Nem sempre vencemos as batalhas
Que nós próprios sustentamos
Porque conhecemo-nos demais
Porque conhecemo-nos tão pouco
E apesar de sentirmos o duro
Puro e cru do chão onde caímos
Facilmente sentimos
Que a queda faz parte de tudo.
Papel rasgado e surdo
Aqueles em que exprimimos
A dor ?uma qualquer dor
Porque nenhuma é igual.
Inexorável será a espera
De um olhar feito de risos
E mantos de estrelas sós
Que não nos faça chorar
Seja somente, parte de nós