Evacuo-me de lugares estranhos, outrora apelativos e desejados.
Apaziguo as sensações de quem perdeu alguma coisa no desnorte da pressa
Submersa, rude espera, insensatez de um sonhador desconhecido
Não é fácil entender sentimentos, nem fechá-los num templo
Num tempo, para que não fujam nunca.
Manhã, pareces longe, pareces perto
Fazes-me sentir deserto, inútil tempestade de areia
Nos teus olhos nada leio.
Abdico do silêncio, da acalmia, da capa dura de um livro
Por um cobertor de algodão
Onde possamos sentar a olhar as estrelas e a sonhar de mão dada
Mas este tanto, não é nada, dissolve-se como café
E o sabor amargo da derrota permanece intacto
Como verdade que é.