Desabou o meu mundo e todos os ossos do corpo que já nao sinto
Fragmentou-se o tempo e a vontade de cuidar do mundo.
Faz frio, mas não importa, quase não sinto
As pessoas passam, olham, humilham e passeiam
Reconhecerão um dia bom? Quase se esquecem da vida.
Os livros escondem-se pelos bancos de jardim onde quase todos param
A necessidade de servirem para alguma coisa pouco satisfaz
Tantas paisagens divergentes, tantas angústias iguais.
Para quem ama qualquer coisa , por vezes, viver é ir longe demais