Às vezes parece que me perco na luz da noite
E faço desaparecer sonhos de papel
Que não consigo agarrar enquanto estou acordada
E tantas vezes, infinitas sei que são
As vezes em que não me sinto e que o mundo parece
Não ser nada para além daquilo que não sinto
Mentira, verdade, apenas uma passagem, uma breve música
E enquanto atravesso o mar, tentando agarrar esses sonhos
Vou percebendo que não é fácil ser-se assim
Não é fácil sentar-me num canto e tentar não ser eu
Às vezes parece que me perco na luz da noite
Até o dia nascer e tudo voltar ao que era?