Não queres magoar-me, mas magoas
Magoo-o a mim mesma também
Por te querer tanto bem
E ofuscar o discernimento
Pensamento. Inválido, perdido, extenso
Penso, penso, penso
Sinto mais do que tudo isso
E magoo-te também.
Desculpa. Não faço por querer
Às vezes sinto morrer
Tudo o que sou e o que sempre fui
Eu não sou assim?porquê esta batalha?
Tudo o que quero dela é o teu amor
Tudo o que não quero, só sei sentir
Deixo de rir, de entender , de encontrar
Porque gosto muito de ti e por vezes não me sinto
Protegida, resguardada, arrebatada
Por um teu amor inflamável
E então , nada é igual
Nada é igual ao que sonhei
E arrisco-me a sentir isto o resto da vida
Apenas por um sonho, que não sei, sequer ,se existe.
Deixo-te triste.
É isto amar?
Sabes o que mais dói?
Saber que não me conheces
E que não levas o mundo às costas
Para me olhar mais por dentro
Sabes o que mais magoa?
Sentir que por um momento contigo
Atravesso a rua a correr
E esqueço o que me rodeia
Debruço-me sobre a janela só para te ver passar
Sem ignorar a maneira como a luz incide em ti.
E tantos sóis já vimos despontar
E tantas chuvas ouvimos cair
Que é difícil não sentir
Esta tristeza de fundo
Para mim, é o fim do mundo
E a queda do universo
Porque ao querer-te tão perto
É porque verdadeiramente me interesso
Por aquilo que te faz feliz e te agonia
E para mim o dia-a-dia
Não é apenas mais um
É o completar de nós mesmos
Sabes o que mais me custa?
Escrever isto e muito mais e saber
Que não entendes uma palavra.