Vidro de lata, caixinha de pedra
Vidas sem tactos e sem segredos de esferas
Começas e acabas um mundo a carvão
Escreves em prata as faces de um vulcão
Sentas-te na escada e os teus medos afugentas
Com cheiros de mar e poesia de menta
Corres para dentro de ti e do sensato
Como se de um mago se tratasse
juras que o amor só , nunca há-de ficar
Procuras raios de sol para te abraçar
E as cordas que arrastas a teus pés
São muros e escarpas que avistas de lés-a-lés
As cores que se formam na tua retina
São manchas e borras queimadas de cinza
E a tranparência do que sentes e vês no espelho
Não é mais do que o céu a dar conselhos
Para seres feliz como o são as estrelas
Para fazeres feliz quem te ama sem medos
Vazio o copo.
Amanhã serás.