Frio.Momentos eternos de corpo
Afagas-me junto à lareira
Onde se esculpem pequenos pontos de fogo
Longo.É o raço que traço no teu rosto
Consigo ver para além da janela
Como és bela e o que sentes
Quando fugimos do vento e nos encontramos na noite
Sonhei contigo tantas vezes, quantas seria incapaz de sonhar
Chamaram-me louco e ilógico
Insensato e irreal
Mas não escutei nada do que foi dito
E fito a forma dos teus lábios sorverem o champanhe
E fito a cor dos teus cabelos e a água de mar a que sabem
E ninguém sabe quem somos e onde estamos
Os estranho deambulam inertes
Enquanto candidamente amamos.
Por ti sou capaz de suster a respiração
De ficar feliz só de te pegar na mão
Sei do que falo quando digo
Que sem ti não consigo sequer ser pó de estrela
Apagam-se as velas e as chamdas da lareira
Sentas-te à minha beira , suspiramos no escuro
E sinto tudo, todas as vibrações, o meu karma
De te amar inadvertidamente
De te amar para além de mim mesmo
Frio? Não o sinto.
Só sinto que sou feliz.
Para mim basta.