Agora que o tempo passa e consigo ver além
De onde provém a tua sabedoria
E as costas do teu papel
Imagino que consigas ser sábio e consigas perceber
As coisas que aqui se passam
Que nem eu sei descrever
Talvez mirando os teus olhos
Leia a vontade dos meus
Talvez vendo as tuas verdades e magias
Consiga decifrar os meus segredos
Capa branca de metal fino e leal
Barba real de príncipe enunciado
Cujos silêncios e pétalas de folhas soltas
Recaem sobre as chuvas secas de quem sente.
Consigo avistar-te.
Não consigo dizer que não ou viciar-me
Senão em ti e no som do mar que sopras
E quem adoro ninguém sabe ou ridiculariza
Por muito temerosas que sejam as vagas
Ninguém prefere ficar em terra
Em vez de amar pelo mar dentro
Com os lábios colados ao vento
Sem encontrar as respostas perfeitas
A perfeição não tem nome
Tudo o resto prefiro chamar amor.