Quando me zango e me assumo
Quase cai o fim do mundo
E até o céu por ser azul
Ouve palavras de escárnio
Por não ser de outra cor.
Quando me zango e dispara
A batida do coração
Fico em ponto de rebuçado
Quero morar numa caverna
No meio da ignorância
Não me apetece falar com ninguém.
Hoje estou assim, raios e coriscos
Mexo-me na cadeira, agito-me
Bato com o pé no soalho
Estou fria como orvalho
E quente como fornalha
Mas não há-de tardar
Que este estado de ser fugaz
Se transforme em pôr-do-sol
E eu volte a amar o céu
Azulzinho como ele é