Os meus dias de cansaço estendem-se pelos dedos rasgados
Os meus pensamentos derrotam todos os sonhos que acalento
E não devo um segundo sequer ao tempo
Escrevo vezes demais
A ausência de idoneidade ou simplesmente por amar
Calaram-me num recuo perfeito
Que ainda não sei como evitar.
Não sei lidar com tantos fogos e tufões
Não sou a mãe natureza, senhora dos céus e dos furacões
Tão pouco sei lidar comigo
A tolerância dos poetas é inverosímil
Ainda não soube esperar
Se quero um beijo, tem de ser já
Se quero proteger quem amo, será para sempre
Não haverá quietismo, nem dor que me escute
Não vou regressar para escrever até que isto passe
Não vou ceder ao que sinto para me alcançar
Poderá demorar minutos, poderá demorar um pôr- de- sol?
Num vermelho de sofreguidão e de magnitude
Alguém me dê um abraço
Mundo?quero-te bem!