Vejo montanhas compactas
Fazendo dos sóis prisioneiros
E nas encostas despidas
Escondidas em fileiras
Nos sonhos quase impossíveis
De escrever em pedra alva
Sinto-me sendo levada
Em risco de qualquer coisa
Pelo frio da temporada
Pelas dúvidas que interpelo
Não espero, não anseio
Feixe de luz ausente!
Quero manter-me intacta e silenciosa
Cabelo apanhado ao acaso
Pernas cruzadas em nó
Sapatos imersos em pó
Alma fingindo ser forte
Quem sabe, com alguma sorte
O amor me resgate.