O meu corpo contorce-se com todo o tipo de pensamentos
As palavras mudam de sítio.
Mudo de humor, de fragilidade, de tema de conversa
Consigo suster na memória a dimensão do nada que outrora
Afligiu a minha própria insignificância.
Quando saio de casa pela manhã vou sozinha
Acompanhando as estivais auras que apetece sentir na pele.
Vou espreitando o olhar de quem passa deixando para trás a própria sombra.
Não há tempo para se sentir. A vida urge.
Sou livre, aqui,ali, onde eu quiser.
Sou nuvem que timidamente se aproxima do céu
O branco, os poros de carvão de um desenho riscado.
E revoluciono todos os dias que o meu dia tem
E todas as coisas que ao mundo pertencem.
Fecho os olhos e deixo-me voar.