De volta ao murmúrio básico e lacónico
À pontiaguda e exasperada vontade de viver
Agrada-me que eu possa parecer
De novo, vaga de intuição
Largando-me pelos lençóis de veneno doce
De um amor que pára apenas quando cai no chão
E desfaz-se numa ausência pura, nos traços inertes da mão.
Linhas e linhas de horizontes inacabados
Propositadamente abandonados ao som do Sol a quebrar
Suaves e embaraçados momentos que soltam
Uma inoportuna saudade de amar.
Amar tanto, tanto e mais, muito mais
Do que qualquer um de nós pensa ser capaz
O mundo, cada um o faz
O amor faz-se a si mesmo.
Por isso é difícil amar?por isso é tão bom vivê-lo.