Do lado de lá do meu mundo está o teu.
Reconhecem-se pelo paladar das palavras
Pela fragilidade do saber estar.
Não fingem, não prometem,não magoam
São breves a olhar-se intuitivamente
Silenciosos demais para se permitirem
Cruzar um qualquer som.
Os mundos denunciam os seus esconderijos.
E enquanto chove cupiosamente lá fora
O meu mundo e o teu constróem sonetos
Que falam de todos e de ninguém,
Da serenidade do mar e do medo do escuro.
A chuva parou.
Fica a cumplicidade.