Um corpo só estendido sobre a areia
Falácia imprópria de um deus maior
Respostas que instigam ao percorrer de um sonho
Que apesar de vão, sabe a bem mais do que palavras.
Sobressai a nudez do vento, por entre as rochas nativas
Que escondem histórias antigas e outras que hão-de vir.
A areia percorre quilómetros sob o tom natural da pele
E os cabelos se entrelaçam na humidade do momento.
Tempo...tempo...tempo...não passa, não queda, não surge
Deixa simplesmente de existir, por mim ,por ti por si mesmo.
O teu corpo moveu-se, precipitou-se até ao mar
Desprezando o frio atrevido massajando o rosto
Paisagem ingénua e cálida da invernia
Mas até ser dia,o fogo que se prospecta em nós
Consumirá cada um dos segundos
E se os olhares são profundos e a areia um manto extenso
Nossos corpos vão saber onde pertencem
E que eu e tu já fomos mar.