Ninguém aprende a sentir.
Pensava eu...
O amor é o centro do mundo
Pensava eu...
E lá fui dar com ele
Escondido atrás de uma gaveta
Estremecendo de medo
Um medo só e involuntário
Que lhe toldou as ideias.
Fechado num canto e imerso em escombros
Daquilo que restou de uma vida passada.
Não quis ser vulgar e perguntar...porquê?
Nem todos os porquês têm resposta.
E afinal o amor não é inócuo...
E eu a pensar que todos os livros
Que falavam em sofrer de amor
Não eram mais do que despeito.
Frágil e condenado a si mesmo
Declinou o pedido de voltar a acreditar
Voltando ao seu lugar de sempre
E eu voltei para o meu mundo
Com o encantamento intacto
Próprio de quem ainda sonha
Que é possível a perfeição.
Mas há quem desista de sentir
Há quem desista de amar
Para aprender a ser feliz.