A vontade de escrever é galopante
Cresce em sentido constante
Repreende o "eu" estático.
Hoje só poderia falar de amor
E de amor eu não sei falar.
Descobri isso num destes dias
Naqueles dias cor-de-rosa
Em que as manhãs se revelam
Perfeitas tardes de chuva.
Sou tua?
Surreal este estado de ser
Tudo pode acontecer, sim...
Já tinha sido avisada
Letreiro deixado à porta
Dos castelos que construo
Flutuo.
Adormeço para não saber
O que está para além do que fito
E fico.
Penso nos dias cor-de-rosa
Que existem por mera existência
E sem qualquer prudência
Vão embora e magoam.
Mas eu não sei falar de amor.
Quanto muito sei sentir.