Quero agradecer a todos os visitantes que têm contribuido para que este blog
seja um lugar muito especial para mim e que têm partilhado comigo a paixão
que é a escrita.
Um enorme abraço, do fundo do coração,
Nádia
A bigorna e o piano
Persianas levantadas, café acabado de fazer e um dia atrás do outro,como convém. Aparentemente tudo na mesma. Sobre mim o céu, ainda escondido pelas nuvens matinais e inevitavelmente, um piano suspenso por quatro fios de nylon. Assustador, não é?Bem-vindos ao meu mundo...e não só. Quem não se recorda das aventuras do "bip bip". O pobre coiote lá ia tentando, numa intensa azáfama, apanhar a avestruz,mas o máximo que conseguia era levar com um piano pela cabeça abaixo ou sentir a leveza de uma bigorna. De orelhitas baixas e auto-estima em "low battery", lá se rendia às evidências e ao doloroso destino. Pois bem, em tom de brincadeira, quando algo extraordinariamente bom me acontece, de alguma forma espero sempre que o piano surja. Assim acontece com uma amiga minha (não é, B?) , que tem a mesma percepção das coisas, mas como o piano já estava ocupado ficou com a bigorna...com a bigorna e com os fados corridos. Mas porque não o Hino da Alegria???!!! Se o caricato tivesse morada não tinha uma, tinha duas, a minha e a dela. É bárbaro, eu sei, mas é verdade. Só ainda não escrevemos um livro porque ainda não chegamos a consenso quanto ao tipo de letra. Não tarda o destino oferece-nos um cheque-prenda para gastarmos em espanta-espíritos.Isto só pode ser vudu!!! E pronto, não a fim de descobrirmos a Patagónia, mas sim deixarmos para trás os últimos acontecimentos, resolvemos marcar umas férias juntas. Com sorte voltamos com os primos direitos da bigorna e a tia-avó do piano, mas como há sempre a possibilidade de regressarmos com uma gargalhada no bolso e um brilhozinho nos olhos, aí vamos nós! Que dizes B, arriscamos? (Ufa, consegui acabar...).