Onde um dia habitou a luz
Existe agora uma janela quebrada
Uma estranha franqueza
Deixada à margem e sem graça
Como um oceano de gente na praça
Alheia à verdadeira intenção do dia.
A cor dos meus olhos e dos meus dedos
É um caminho que cansei de seguir.
O que mais virá por aí?
Nao quero estar aqui para ver.
É quase impossível viver
Quando as lágrimas impedem
Que o céu se eleve no vento
E o que eu mais lamento
É a fuga implícita
A que as minhas palavras se sujeitam.
O intento de ser feliz sai forjado.
Quem nunca amou?
Eu... quem me dera a mim!