Blog de poesia da Nádia.

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Quero agradecer a todos os visitantes que têm contribuido para que este blog seja um lugar muito especial para mim e que têm partilhado comigo a paixão que é a escrita. Um enorme abraço, do fundo do coração,
Nádia

Bolas de Natal 





A perspectiva das coisas depende sempre dos olhos de quem as vê, portanto, digam lá o que disserem, é perfeitamente legítimo que eu já ande toda entusiasmada com o Natal.
A isto se deve o facto de ser o primeiro Natal como mãe e portanto, o primeiro Natal do meu filhote.
Confesso que sempre adorei a envolvência da época natalícia. As luzes que parecem simpatizar com todos os que passam na rua, as cantigas propícias a um chocolate quente e palavras doces…fico realmente encantada. E em jeito de Rouxinol Faduncho, já comecei a praticar as músicas de Natal (o Huguinho é a assistência, coitadinho).
Depois de um ano inteiro a reclamar do custo de vida, do sol tórrido e da chuva mal fadada, das más exibições da selecção nacional e da subida dos combustíveis, deixem-me lá brincar ao faz-de-conta que há duendes e a fábrica dos brinquedos (onde, por favor, não haja Noddy nem Ruca).


Esta manhã peguei no meu Huguinho e lá fomos nós à procura de bolas de Natal. E vi umas tãoooooo lindas que não resisti. Acho que se o miúdo falasse , naquele momento diria: Ò mãe…Mas ele um dia também vai perceber que deste “mal” já não me curo.
Parecia uma menina de 8 anos numa loja de brinquedos. Para todo o lado que olhava apontava e dizia “que giras” (cutchi,cutchi,cu) e pegava-lhes, como se o toque fosse necessariamente necessário (passo a redundância).
Pinheirinhos com luzinhas a acender e a apagar, bonecos de neve com cachecóis fofinhos e ar de quem acabou de comer um pão-de-ló de Ovar todinho…bem, estava a ver que tinha mesmo de trazer a loja toda. Ufa, ainda bem que o Hugo não me deixou, eh eh!
A decisão da minha vida: que cores escolher este ano para a árvore de Natal. São todas tão apelativas. Mas lá resolvi tentar algo novo e trazer decorações em tons de cobre e castanho, com alguns brilhantes à mistura. E eu a pensar lá para mim: será que o Pai Natal não me arrranja um part-time na fábrica de brinquedos??!!

Saí da loja com uma saca enorme, tipo saco do Pai Natal, mas com mais requinte e cheia de vontade de começar a fazer o pinheirinho.

Simmmmm o país está de gatas, a economia vai de mal a pior, a sociedade imerge no egoísmo a todo o vapor e os únicos que não sabem que existe crise são os jogadores da bola (só dão valor à crise quando vão comprar um fato Armani e não têm o número deles), mas temos sempre a imagem dos pequenos duendes a construir brinquedos que o Pai Natal vai distribuir pelo mundo fora, com as suas amigas renas ( e o Rudolfo, se não se constipar entretanto); temos sempre a felicidade crescente no rosto das crianças, a reunião da família e claro, as bolas de Natal. Quais bolas anti-stress qual quê!!!


As bolas de Natal foram o pequeno acontecimento que tornou o meu dia especial, apesar da chuva rezinza que teimava em nos encharcar. E nada como ir às compras com o meu Huguinho…OLHA O PAI NATAL! (txiiii, já não viram!).