Cada um de nós é um mundo, um mundo vivo, repleto de lugares longínquos onde nunca estivemos antes, sensações que já nos permitiram boas e más recordações e manias, convicções mais ou menos caricatas que, convenientemente tentamos esconder dos outros.
Para dar o exemplo, vou começar por mim. Assim de repente, a mais histérica de todas é a de tirar as minhas próprias sobrancelhas com os dedos. A esta altura estão, com certeza, a fazer uma careta como que expressando “não és normal”. Pois é, ao invés de roer as unhas eu arranco sobrancelhas quando estou preocupada ou ansiosa em relação a alguma coisa. Esta é a minha mania da casa dos 20. A anterior, se bem me lembro, bem pior, era a de fazer o pino ao contrário contra a parede do quarto. Esta sim fazia-me suar e não me recordo de ter comentado com ninguém.
No outro dia, em conversa com uma amiga recente, fiquei a saber uma particularidade curiosa, quando vai de carro, se estiver a ouvir o relato enjoa. Ora, eu já tinha ouvido que ler enquanto se viaja de carro pode causar náuseas, agora, o relato…inédito!!!
Há quem faça colecção de selos, de moedas internacionais, de postais e eu acho que é uma ideia inovadora fazer colecção de manias, tipo: só tomar banho em dias ímpares, superstição em relação a adjectivos de modo, intolerância ao pão com manteiga e profunda indignação ao cor-de-rosa.
Assim como o sol quando nasce é para todos, as manias também estão disponíveis para aquisição, por isso força, não se envergonhem das manias que têm, porque fazem parte de nós, são uma vertente da nossa personalidade e tornam-nos seres realmente únicos.
Cada um com sua história e cada um com a sua mania.