Blog de poesia da Nádia.

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Quero agradecer a todos os visitantes que têm contribuido para que este blog seja um lugar muito especial para mim e que têm partilhado comigo a paixão que é a escrita. Um enorme abraço, do fundo do coração,
Nádia

Brilhozinho nos olhos 

Para quem não conhece e para passar a conhecer, eis um blog agradável e viciante: http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/.
Esta manhã, que me pareceu enfadonha , talvez por ter um cheirinho malicioso a segunda-feira, lá fui eu espreitar os posts da jornalista.
De alguma forma alcanço uma nova forma de estar e de sentir o jornalismo, apesar de não estar a exercer e não ver possibilidade disso acontecer.
Para além da delicadeza com que as palavras fluem, gosto do carácter da Laurinda Alves e da forma como permite que os leitores a descubram em cada post.
Achei curioso um dos posts que escreveu, por de alguma forma me identificar com ele.
Até então eu achava ser tipo ave rara, uma terrestre invulgar por ter um forte entusiasmo por folhas de papel, mas felizmente não sou a única.
A escritora demonstra o seu gosto por papel pardo. Eu posso dizer-vos que adoro tudo o que seja papel : as cores, as texturas, o cheiro…seja papel de embrulho, papel de computador, papel de carta…Acho fascinante o perfume das papelarias. Gostava de o poder guardar num frasquinho, como diz a canção.
Chego até a não estrear alguns blocos de notas que os amigos me oferecem, para não gastar as folhas ou estragar. Se as palavras não têm muito o que dizer, então não as escrevo. Fico entusiasticamente a fitá-las, como se de um quadro a óleo se tratasse.
E quando recebo cartas ou postais pareço uma menina de 10 anos a desembrulhar as prendas de Natal…os olhos brilham, dou uns pulinhos e depois sento-me no chão, de pernas cruzadas, a abrir os envelopes (que raramente ficam direitinhos…) e a ler o que os amigos têm para contar.
E se isto não é uma das maravilhas do mundo, logo a seguir ao chocolate, então não sei...o mundo anda mesmo ao contrário.
Ok, os emails são fantabulosos, são rápidos, práticos, até permitem colocar uns smiles giros e tal ( nem me atrevo a desenhar nos postais ou nas cartas, senão o pessoal assustava-se), os telemóveis ui, nem se fala, são das melhores invenções logo a seguir ao frigorífico, mas nada se compara à magia de receber uma carta ou uma pequena surpresa por correio. Contamos os dias para as receber, vibramos na altura de desembrulhar e deliramos quando estamos a ler cada palavrinha.
Por isso adoro papel e apesar de já ter desistido da ideia de ter um expositor de lápis no quarto, não abdico de sentir boas sensações ao escrever uma carta, um poema ou um postal, ou simplesmente um bilhete ao meu amor.
Com um brilhozinho nos olhos …