Blog de poesia da Nádia.

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Quero agradecer a todos os visitantes que têm contribuido para que este blog seja um lugar muito especial para mim e que têm partilhado comigo a paixão que é a escrita. Um enorme abraço, do fundo do coração,
Nádia

Quando chove e chove e chove...zzzzz 

Quando chove, para além de obviamente ficarmos molhados, mudamos repentinamente de humor. Isto de chuva em pleno Verão irrita qualquer um, até a cigarra da célebre história, que não tem como apanhar banhos de sol.
Quem tem miúdos em casa, que é o meu caso, vai perceber o porquê da minha indignação para com a meteorologia em geral e o S. Pedro em particular.
O Huguinho tem 13 meses, portanto, não tenho hipótese de o levar ao cinema para assistir a um filme de animação, mas também não posso levá-lo ao teatro porque seria prematuro. E claro, não nos deixariam entrar. Jardins e parques ficam fora de questão e assim, num dia cinzento e chuvoso vejo-me obrigada a ir para o único local seco onde o puto se pode distrair com alguma facilidade, o shopping. Oh por favor, com tannntos espaços ao abandono, com a carência de locais onde possamos ir em família, criem alternativas, permitam –nos fazer algo em conjunto que não seja ver montras ou sentar os miúdos nos carrinhos que nos levam o guito todo (porque a musica demora 10 segundos e assim nos levam um euro, quando não é mais).
Podem sempre dizer: ah e tal fiquem em casa. Isto seria uma alternativa se o meu filho (que não será caso único) não estivesse na fase do estou-quase-a-caminhar-mas-entretanto-segurem-me-senao-caio. Lá ando eu e o papá atrás do pequerrucho, para ver se não bate com a cabeça em lado nenhum, já para não falar da quantidade de vezes que temos de ir lavar a chucha que ele manda insistentemente para o chão, ou a quantidade de vezes que temos de correr pela casa, quando achamos (estúpidos , mesmo, so podemos ser verdadeiramente estúpidos) que podemos ir à divisão ao lado enquanto ele brinca no seu quarto.
Os quinhentos brinquedos que têm no quarto não chegam NUNCA, porque eles querem exactamente o que não podem ter e é vê-los a gatinhar a 100 km à hora em direcção à tomada mais próxima, ora para tentar enfiar o carrinho lá dentro ou para espreitar, estilo cu-cu, quem mora aí. Como também não adianta explicar ou advertir porque acabam por se rir da nossa figurinha, ora, shopping com eles que sempre se entretêm a fazer nada de interessante.
Nós cá nos aguentamos, quase a explodir de frustração porque já decoramos as montras e já nem conseguimos respirar devidamente, mas por outro lado contentes por vermos os pequenotes felizes.
Para bem da saúde mental dos pais e mais seriamente, para bem do desenvolvimento cultural daqueles que serão os adultos de amanhã, arranjem um saquinho azul, verde, amarelo, da cor que bem entenderem e criem locais de diversão para as famílias. Não se esqueçam, à prova de água…não vamos nós continuar a gramar com o bom humor do S. Pedro (já nem a festa popular o anima).