Blog de poesia da Nádia.

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Quero agradecer a todos os visitantes que têm contribuido para que este blog seja um lugar muito especial para mim e que têm partilhado comigo a paixão que é a escrita. Um enorme abraço, do fundo do coração,
Nádia

Mensagem Especial 




Era uma vez uma madrinha…
A minha madrinha…
Ela gostava muito de ser actriz
E eu gostava muito que ela fosse
Para dar vida aos dragões das histórias
Às lamparinas encantadas e aos super-heróis.
Daqui a uns tempos, quando já não for trapalhão
E conseguir escutar com atenção
Vou buscar o meu livro preferido
E pedir-lhe carinhosamente: Lês-me esta história, por favor?
E eu sei…
Porque a minha madrinha é como aquelas fadas
Que abrilhantam todos os contos e fábulas,
Vai sentar-me no seu colinho
Dar-me um beijinho na testa e sorrir.
Depois vai deslizar pelas páginas
Imitando os sons vibrantes da história
Colorindo com a expressão cada palavra.
E isto enquanto eu, já em pulgas
Vou soltando uns Ahhh e uns Eiiii
Não querendo que aquele momento acabe.
Fica a certeza de que depois do “ e foram felizes para sempre”
Outro momento como este surgirá.
E outro, e outro, e outro
Porque, não sei se já vos contei…a minha madrinha vai ser actriz.
E também eu vou querer um dia,
Contar-lhe uma história, nem que seja pequenina
A de um menino feliz por ter uma madrinha como ela.

( Do Suguito para a madrinha B)


Estrelinha 


Enquanto a rabugice tentava medir forças com as brincadeiras do papá, lá decidi pegar no Huguinho e levá-lo até ao quartinho.
Logo que me vê aproximar da porta fica radiante. Em tom de alegria, move as pernas e os braços e rasga um intenso sorriso.
Como gosta de ver os “popós” a passar, sobretudo durante a noite, quando se tornam mais caricatos aos seus olhos, sentei-o no parapeito da janela, encostando a cabecinha à dele (são pequenos mimos que trazem sabor a chocolate, já que o tempo que estou com ele não é muito).
Mesmo em frente à janela , quase que sedenta de atenção, espreitava uma estrela.
Apontei para o céu escuro e disse: Estrelinha!
O Hugo olhou e apontou também, como que admirado. Uma luz…pensaria ele…mas não é igual à luz da minha casa, nem à luz dos telemóveis, nem dos meus bonequinhos.
Por uns instantes fitou a estrela, parecendo dialogar com ela em formas curtas de silêncio.
Por brincadeira fui dando voz a um e a outro, criando uma hipotética conversa entre um bebé e uma estrelinha. O Huguinho perguntava à estrelinha onde morava, quantos anos tinha e se gostava tanto de iogurte como ele. E lá pelo meio contaria com certeza as suas mil e uma aventuras no escritório do papá, arrumando “desarrumadamente” os livros de capa dura.
Por instantes ausentámo-nos do quarto e fomos fazer uma visita ao papá. Mas a rabugice voltou e achei por bem conduzir o Gugu até à janela novamente.
Logo que o sentei no parapeito, surpreendentemente, sem que eu tivesse dito fosse o que fosse, ele olhou para o céu e fixou a admiração na estrelinha. Emocionada com o momento perguntei: É a estrelinha? – e o Hugo apontou para o céu.
Ali ficámos , juntinhos um do outro a fazer companhia à estrelinha reluzente, até o soninho aparecer e mandar embora a rabugice.
Naquele bauzinho de momentos especiais, que todos trazemos dentro de nós, ficará aquele instante em que o meu filhote pareceu perceber o porquê da presença da estrelinha: queria somente ser contemplada por alguém tão inocente e simples, que a fizesse sentir feliz na sua nobre missão de tentar mudar o mundo.


O meu pequeno aventureiro 

Bouuuuu…e lá vai ele, estilo “ à la pinguim”, expressando uma satisfação imensa por avistar o comando da televisão e já conseguir caminhar sozinho em direcção a ele.
Pois é, o meu menino já caminha. E é uma alegria tão grande cá dentro por o ver evoluir, que é difícil não me emocionar só ao descrever aqui a sensação.
O sentimento de orgulho exacerba-se quando o meu pequenino caminha em direcção a mim, rindo da sua própria trapalhice e me felicita com um xi-coração do tamanho do mundo.

Eu sei que as preocupações passaram a ser outras a a partir do momento em que ele começou a andar pelo seu próprio pé e sem necessitar da nossa mão para o conduzir. Entrou num mundo novo de coisas fantásticas para descobrir e eu e o papá só temos de estar logo atrás para o amparar, quase invisíveis, para o deixarmos crescer e aprender pela própria vivência.

Assim, como descobriu o botão da televisão, que adora ligar e desligar não deixando o pai ver programa nenhum do início ao fim, assim como descobriu que adora ouvir políticos e reage batendo palmas, irá descobrir muitas mais realidades e provavelmente inventar outras.

Espero que a minha mãe tenha feito um seguro de vida às plantas, porque não me parece que vão gostar muito de ter o Hugo a correr a casa e se calhar não era má ideia tirar os dvd’s do alcance dele, tal é o fascínio por aparelhos electrónicos. Tudo serve para “fingir” estar ao telemóvel: o próprio telemóvel, o biscoito que tanto gosta, o patolas ( o patinho de pelúcia a quem dá apertados abraços) e até a caixa de toalhitas. Haja imaginação que o Hugo vai a caminho!

Mais uma etapa alcançada.
O tempo voa literalmente e as conquistas na aprendizagem são tantas que fica o receio de não conseguir registar todas. Não quero perder uma migalhinha que seja da sua evolução e apesar de ter de abdicar obrigatoriamente do meu tempo com o meu filhote para trabalhar ( como todos nós fazemos), trago-o comigo a todo o instante e sinto-me uma verdadeira sortuda pelo filho magnífico que tenho.