Blog de poesia da Nádia.

E-mail:
lovejazz03@hotmail.com

Perfil:

Nome:Nádia
Nick:lovejazz
Idade:27
Cidade:Gaia
País:Portugal

Blogues:

Delírios Ascii
Diário de um pai
Há espaço para todos
Muitas e Giras Lda
Perdido na Imensidão
Sentimentos de ninguém
Sublinhar
Vida irritante
Cafe Com Leite

Sites:

Best Rock FM
Portal das Curiosidades

Arquivos:

Powered by Blogger

RoboCounter: free web counter
Robocounter

eXTReMe Tracker

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciado sob uma Licença Creative Commons.

Estou no Blog.com.pt



Quero agradecer a todos os visitantes que têm contribuido para que este blog seja um lugar muito especial para mim e que têm partilhado comigo a paixão que é a escrita. Um enorme abraço, do fundo do coração,
Nádia

Estrelinha 


Enquanto a rabugice tentava medir forças com as brincadeiras do papá, lá decidi pegar no Huguinho e levá-lo até ao quartinho.
Logo que me vê aproximar da porta fica radiante. Em tom de alegria, move as pernas e os braços e rasga um intenso sorriso.
Como gosta de ver os “popós” a passar, sobretudo durante a noite, quando se tornam mais caricatos aos seus olhos, sentei-o no parapeito da janela, encostando a cabecinha à dele (são pequenos mimos que trazem sabor a chocolate, já que o tempo que estou com ele não é muito).
Mesmo em frente à janela , quase que sedenta de atenção, espreitava uma estrela.
Apontei para o céu escuro e disse: Estrelinha!
O Hugo olhou e apontou também, como que admirado. Uma luz…pensaria ele…mas não é igual à luz da minha casa, nem à luz dos telemóveis, nem dos meus bonequinhos.
Por uns instantes fitou a estrela, parecendo dialogar com ela em formas curtas de silêncio.
Por brincadeira fui dando voz a um e a outro, criando uma hipotética conversa entre um bebé e uma estrelinha. O Huguinho perguntava à estrelinha onde morava, quantos anos tinha e se gostava tanto de iogurte como ele. E lá pelo meio contaria com certeza as suas mil e uma aventuras no escritório do papá, arrumando “desarrumadamente” os livros de capa dura.
Por instantes ausentámo-nos do quarto e fomos fazer uma visita ao papá. Mas a rabugice voltou e achei por bem conduzir o Gugu até à janela novamente.
Logo que o sentei no parapeito, surpreendentemente, sem que eu tivesse dito fosse o que fosse, ele olhou para o céu e fixou a admiração na estrelinha. Emocionada com o momento perguntei: É a estrelinha? – e o Hugo apontou para o céu.
Ali ficámos , juntinhos um do outro a fazer companhia à estrelinha reluzente, até o soninho aparecer e mandar embora a rabugice.
Naquele bauzinho de momentos especiais, que todos trazemos dentro de nós, ficará aquele instante em que o meu filhote pareceu perceber o porquê da presença da estrelinha: queria somente ser contemplada por alguém tão inocente e simples, que a fizesse sentir feliz na sua nobre missão de tentar mudar o mundo.